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As dores (e delícias) do parto

05/09/202205/09/2022

Oi, pessoal! Melzinha aqui… (agora sim, nascida, vacinada, registrada e compartilhando a mesma atmosfera que todos vocês) 😁🤩

Eu estava cansada de ter que ditar todos os textos pro papai escrever aqui no blog, felizmente agora já posso digitar tudo com as minhas próprias mãozinhas. Então, segue um pequeno registro da incrível saga da natureza que foi o meu parto. Aliás, meu não, né… Verdade seja dita, o parto foi muito mais da mamãe do que meu! 😌🥰

 

O Renascimento do Parto

Assim que mamãe viu os dois tracinhos no exame de farmácia, ela correu pra marcar uma consulta com o obstetra disponível mais próximo de casa. Mas essa primeira consulta foi um verdadeiro filme de terror: além das piadinhas machistas e homofóbicas, o médico sentenciou logo nos primeiros minutos: “Vai ser cesárea!” 😒

Numa época de tanta desinformação pipocando no senso comum, meus pais já tinham ouvido falar em como os médicos costumam dissuadir suas pacientes da ideia de ter um parto normal (“cesariana é muito mais cômodo”). Eles já estavam preparados pra ouvir tanta gente dando pitaco errado e falando tanta besteira – inclusive médicos. Ainda assim foi estarrecedor perceber como a violência obstetrícia ocorre sem o menor pudor, em diferentes níveis de gravidade, pelos consultórios Brasil afora.

O dado que resume essa cultura equivocada é bem simples: em uma sociedade saudável, cerca de 80% dos partos deveriam ser normais. No Brasil esse índice é de 20%. 😢

 

As Anjas da Guarda

Vamos falar de coisa boa?! Felizmente, a tia Débora, uma colega de trabalho do papai que ganhou a Laís há alguns anos, recomendou uma obstetra porreta para nos orientar nessa jornada! 🙌

Eu PRECISO deixar registrado aqui – e tenho certeza de que falo também em nome do papai e da mamãe – o meu agradecimento infinito a essas duas pessoas que foram mais que fundamentais para o meu nascim… digo, para a minha “estreia” nesse planeta redondinho: à Dra. Maria de Fátima Schettino, obstetra da mamãe durante toda a gestação, que foi uma verdadeira guia nesse meu caminho à luz (olha o Instagram dela aqui, que trabalho lindo!); e também à Pamela Curbani, enfermeira obstetra que nos auxiliou em todo esse processo lindo (e que também tem um perfil no Instagram cheio de dicas para gestantes!).

As duas foram profissionais de extrema competência e humanidade, que fizeram com que tudo fosse muito mais fácil para a nossa família ao longo dos 9 meses 40 semanas, e principalmente nesse momento tão importante que é o parto. Muito amor envolvido! ❤️🧡💛💚💙💜

 

O Ritual do Harmonia do Samba

Com todo o acompanhamento atencioso do pré-natal, a diabetes gestacional da mamãe foi controlada na base de muita dieta e exercícios – foras os inúmeros exames e suplementos. Mas a gente sabia que, se eu não viesse naturalmente, em dado momento teríamos que começar com as induções.

E mamãe seguiu todas as recomendações direitinho: acupuntura, óleo de prímula, óleo de rícino, intercurso sexual… e nada de eu querer sair do ventre quentinho e confortável onde eu estava. Vocês me entendem, né? 😅

Num último ato quase desesperado, papai, mamãe – e até a vovó Marta – apelaram para um antigo ritual de indução trazido pelo grupo Harmonia do Samba, e executaram na sala de casa a coreografia completa da música “Vem Neném”. É sério! 😂😂😂

Contudo, nem mesmo essa bela melodia ancestral foi capaz de me animar a sair da toca. E a ansiedade foi tomando conta… 😶

 

O susto na reta final

Depois de uma última sessão de ultrassonografia bem desagradável, em que um médico caduco saiu falando que eu ainda não estava posicionada, que a mamãe não ia aguentar o parto normal porque eu era “muito grande” e que ela devia optar logo pela cesariana, a preocupação e o estresse foram aumentando ainda mais. 😡🤬

Com 40 semanas e 2 dias, meus pais foram para a última consulta com a obstetra, já meio zonzos com tantas expectativas – e tanta pilha errada vinda de toda parte.

A Dra. Mª de Fátima ainda tentou nos acalmar, mas na hora em que foi auscultar meu coraçãozinho, um susto danado: ele estava acelerado demais, e seria necessário fazer um exame mais detalhado.

Não preciso dizer que o coração da mamãe (e do papai) ficaram ainda mais acelerados que o meu, né? Mas no fim das contas, deu tudo certo no último exame: estava tudo bem comigo, e os altos BPMs medidos anteriormente deviam ter sido só uma agitação normal dessa última semana de gestação tão “animada”. Para evitar novos percalços, a Dra. marcou a internação da mamãe para o dia seguinte.

 

As abelhas da Marisa Monte

Já na maternidade Santa Úrsula, em Vitória (ES), de mala e cuia, mamãe iria começar a indução medicamentosa, com todo acompanhamento médico que era necessário. Assim que deram entrada no hospital (na véspera do meu nascimento), finalmente, a ansiedade dos meus pais deu lugar a uma enorme confiança. Com todo o carinho e atenção da equipe do hospital, e especialmente da Dra. Mª de Fátima e da Pâmela, o clima de paz finalmente se estabeleceu. 🙏

Só faltava uma coisa, a única coisa que meus pais procrastinaram tanto pra fazer que acabaram esquecendo: a famigerada “playlist do parto”. É que eles ouvem tanta música eletrônica, que já vem com os sets montadinhos, que desaprenderam a buscar e listar outros tipos de músicas. Só que aquele momento pedia uma trilha sonora mais tranquila…

Para não arriscar de se irritar com algum som esquisito, mamãe foi na ideia mais certeira: sacou o celular e colocou pra tocar a discografia da Marisa Monte (a cantora preferida do meu pai desde sempre). Aquela voz encantadora e aquelas melodias suaves pareciam ser a pedida certa para dar o tom do baile.

Acertou na mosca, mamãe! Aliás… acertou na abelhinha! 🤭😍

 

O Bolão sem acertadores

Ok, eu confesso que não facilitei pra ninguém. Contrariando todas as previsões, todos os prognósticos, e todos os palpites no bolão da data do meu nascimento, eu nasci no dia 26 de agosto de 2022, às 19h32, com apenas 3 kg e 49 cm. Assim como acontece de vez em quando no sorteio da Mega Sena, o prêmio do bolão teve que ficar acumulado – quem sabe pro parto do meu futuro irmãozinho? 👀🤭

Falaram que eu ia nascer gorducha, que o meu fêmur era enorme, que eu ia dar trabalho… Tsc, tsc, tsc. Até mesmo a enquete do meu signo (aí do lado) errou, e ao invés de leonina eu vim virginiana! 🤩🤩

A única coisa que era certa, quase uma barbada, que todo mundo já sabia, era que as fotos do parto ficariam sensacionais! Com a tia (agora oficialmente “dinda”) Ana Flávia, fotógrafa primorosa especializada em partos (confere o Instagram dela aqui), não poderia ser dieferente, né? 😍🥰

As fotos desse festival de amor vão ficar para um próximo post, especial, só com elas. E agora você vai poder ler o relato em primeira pessoa da verdadeira estrela da minha chegada, a minha mãezinha:

 

Com a palavra, mamãe:

Pra começar esse relato acho que preciso voltar ao início da minha gestação. Todo mundo sabe que na medida do possível tive uma gestação muito tranquila, sem enjôos, sem desmaios, na verdade, por causa da diabetes gestacional diagnosticada logo no primeiro exame, toda a mudança de alimentação e juntamente com exercícios físicos regulares, durante minha gravidez eu me sentia melhor do que antes com o estilo de vida que tinha.

Além disso, a diabetes foi o que me motivou a estudar e entender sobre gravidez e parto e motivou mais ainda a minha busca por uma equipe respeitosa e humanizada, o que foi essencial para que nosso parto (nosso incluo eu, a Mel e meu marido) acontecesse do jeito que queríamos: da forma mais segura e respeitosa possível, seja qual fosse a via de parto.

Graças a uma boa indicação, encontramos a Dra Maria de Fátima, que desde o início nos passou toda a segurança que precisávamos nesse momento. Com tanta atenção e preocupação com todos os nossos exames, em nenhum momento tivemos dúvida que estávamos bem assistidos.

E mesmo com todo o estudo, toda a boa assistência da nossa médica, ainda assim enfrentamos uma enxurrada de pessoas nos desencorajando até o último minuto, de todas as formas. Mas apesar de abalada, em nenhum momento senti medo, e sabia que ficaria tudo bem.

Por causa da diabetes, tínhamos o prazo limitado, que nos fez começar algumas técnicas de indução naturais com 38 semanas. Tentamos todas rsrs óleo de prímula, acupuntura, descolamento de membrana, escalda pés, longas caminhadas na praia, subir escadas (fomos até o 17° andar), descer escadas kkk com certeza tudo isso ajudou um pouquinho o colo se preparar, tive algumas poucas cólicas e perdi um pouco de tampão, mas a Mel ainda não estava preparada pra nascer. Com 40 semanas tentamos mais um ritual de indução, shake de óleo de rícino, esse prometia, o Ivo até pegou folga pra acompanhar e eu já estava pronta (e nessa altura do campeonato bastante ansiosa) e nós preparamos pra nascer naquele dia kkkkk tomei o shake, dançamos Harmonia do samba (vem neném vem neném), vimos filme, dormimos… a Dra Maria de Fátima sempre verificando como eu estava e o que estava sentindo, nós estávamos prontos, mas Melzinha ainda não.

Dois dias depois fomos pra nossa última consulta, para definir o rumo que tomariamos a seguir, afinal, nosso prazo estava acabando (lembrando que somente por causa da diabetes gestacional estávamos tentando a indução). Nessa consulta tivemos o primeiro e único susto real durante toda a gestação. Mel estava bastante agitada e na hora de escutar o coração, ele estava bem acelerado. Fomos para o hospital, com nossa médica atrás, nos preparando para uma possível mudança de planos. Chegamos lá fizemos os exames de cardiotoco e ultrassom, e já estava normalizado. Tudo certo com nossa minhoquinha. Mas o susto junto com a nossa ansiedade, decidimos que queríamos já iniciar a indução medicamentosa, e agendamos a internação para a manhã do dia seguinte.

Dia 25/08 internamos, e a nossa enfermeira Pamela foi nos acompanhar e fazer alguns exercícios pra ajudar a posicionar melhor a Mel, que estava com dorso a direita. Às 13h aplicamos o primeiro comprimido, estava com 2cm de dilatação. Depois disso seguimos aplicando o comprimido de 6 em 6h, sempre tudo tranquilo, com poucas cólicas muito leves. Após a 4ª dose na manhã do dia 26/08, comecei a sentir cólicas leves, e depois do almoço as contrações já eram nítidas, porém leves e rápidas. Nunca passavam de 30 segundos, mas já estavam consideráveis. Avisamos nossa equipe que se preparou para iniciarmos os trabalhos. A Dra. veio, decidimos por dar sequência com o soro com ocitocina para ritmar melhor as contrações. Logo a Pamela chegou e na sequência nossa fotógrafa maravilhosa Ana Flávia tbm chegou. Pâmela conferiu que a Mel já estava melhor posicionada, mas ainda não estava encaixada e fizemos mais alguns exercícios para ajudar no encaixe.

A partir daí as contrações já eram mais fortes, a minha noção de tempo já não é mais confiável, mas aplicamos por um tempo o soro, e tiramos quando as contrações ficaram fortes o suficiente.

Vale dizer que o tempo todo a Dra. Maria de Fátima e a Pamela estavam monitorando os batimentos da Mel, tanto com o aparelho e com o cardiotoco. Em nenhum momento me preocupei com o bem estar dela, sabia que ela estava bem monitorada e cada vez mais bem posicionada.

No final da tarde fizemos um toque e vimos que estava com 6cm de dilatação e decidimos ir para a sala de parto.

Até aqui, por mais que as dores estivessem fortes, eu não senti medo hora nenhuma. Conseguia me concentrar nas contrações e deixar elas virem com calma. Mas na sala de parto, perdi o controle das coisas. Senti medo, me sentia uma criança, pedia tempo, mas as contrações não paravam de vir, uma atrás da outra e eu só queria que acabasse logo, mas ao mesmo tempo queria um descanso entre contrações e puxos. Minha médica pacientemente me observava de perto, Pâmela me abanava loucamente pois já tinham desligado o ar condicionado. Meu marido me segurava e tentava me acalmar, via a Ana tbm de relance. Todos falavam palavras de conforto, que confesso que não ouvia, mas acho que de certa forma me acalmava.

Eu já imaginava que eu me afobaria nessa parte, sabia que iria querer acelerar tudo quando chegasse a hora, e na minha percepção (pensando agora sem dor) foi bem rápido. Mas novamente, pode ter passado 2 horas ou 30 minutos, não faço ideia de quanto tempo ficamos no banquinho, até que eu falei que achava que ela não ia nascer mais rsrs e a médica me sugeriu sentir a cabeça dela. Isso me deu toda a força que eu precisava naquele momento e minha filha nasceu (na minha cabeça logo em seguida, mas pode ter sido mais demorado kkk) nesse momento não vi mais nada, só aquele ser humaninho chorando no meu colo. Não vi quando o Ivo cortou o cordão umbilical, acho que ouvi de relance, não vi quando limparam ela e colocaram a toquinha, só conseguia olhar pra aquele bichinho que tava dentro de mim.

Pontos importantes:

– Em nenhum momento pensei na cesárea. Nem lembrava que existia essa possibilidade (se eu pedi em algum momento não me recordo kkkkkk).

– E em nenhum momento pensei na analgesia tbm, acho que odiaria tomar uma injeção no meio daquele caos de contração.

– Tive laceração, o que pra mim suturar foi pior que parir 🤣 quando o assunto é agulhadas aí que baixa a Camille criança em mim mesmo, desculpa Dra! 🤭 Mas superamos isso tbm kkkk.

– Além do drama da sutura, tbm fiz drama pra tomar as injeções de ocitocina na coxa.

– Enquanto tudo isso acontecia, tivemos nossa golden hour, minha minhoquinha veio logo pro peito e mamou um tempão. 🥰

Extras:

Não fizemos playlist de parto, porque não conseguia pensar que música eu gostaria de ouvir no momento da dor, mas assinei os 30 dias grátis do YouTube Music e coloquei pra tocar a discografia da Marisa Monte, que nos acompanhou por todo o trabalho de parto 🤣 (e foi ótimo real)

Eu já agradeci e já exaltei o quanto nossa equipe foi maravilhosa, mas vou repetir aqui, que sem elas seria muito mais difícil. Mesmo enquanto eu estava na partolândia, eu percebia no olhar delas todo o amor que elas exercem na profissão. Toda a segurança que me deram me permitiu passar por essa travessia com êxito e, na medida do possível, com tranquilidade.

Ainda na sala de parto convidamos a Ana para ser madrinha da Mel e ela aceitou 💓💓

Por fim, preciso dizer o quanto foi essencial todo o suporte do Ivo em todo o processo. Ele estava comigo em cada contração, me segurou cada vez que eu sentia que perdia a força, e até em silêncio me passava segurança que eu conseguiria. Ele sabia que eu conseguiria. Eu me refiro ao parto todo como nosso, pq ele foi a peça fundamental de tudo. Ele segurou a onda toda comigo, além de segurar a onda da família no zap, me permitindo concentrar em mim e nada mais.

 

🥲

Bjs da Mel! 😘

1 thought on “As dores (e delícias) do parto”

  1. Maria de Fátima diz:
    06/09/2022 às 13:58

    Coisa mais linda Camille! Obrigada por nos prestigiar, escolher e confiar! Apenas honramos tudo isso. Nunca vou esquecer o dia que Mel chegou. Vcs são fluidos e amorosos! Sejam felizes!🤍

    Responder

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